HIPERPLASIAS CUTÂNEAS NA PESSOA IDOSA

Inserida em: 25/05/2019

Skin hyperplasia in older age

Nelson Guimarães Proença

Em maio de 2019 foi realizada a 82ª Jornada do Projeto ATUALIZE, na qual fiquei responsável por apresentar o tema “Hiperplasias Cutâneas da Pessoa Idosa” (1). Nessa ocasião procurei fazer uma revisão desse tema, apoiada em minha experiência pessoal, esta baseada em milhares de pacientes que foram acompanhados.

Na presente revisão procurei comentar o tema de um modo geral, abordando de maneira simples as numerosas hiperplasias que podem surgir nas pessoas idosas, fazendo um esboço de classificação das mesmas.

Os casos clínicos que ilustram a presente comunicação foram incluides no ATLAS do presente SITE, ali devem ser procurados.

COMENTÁRIO INICIAL

O desenvolvimento dos tecidos orgânicos depende de FATORES DE CRESCIMENTO e estes, em cada indivíduo, estão geneticamente determinados. Tais fatores asseguram a reprodução celular e o crescimento dos tecidos, até que sejam alcançadas as proporções geneticamente determinadas.

 Ainda mais, estes Fatores de Crescimento interagem com outros mecanismos intercelulares aos quais compete manter o equilíbrio entre os componentes dos tecidos e garantir sua reposição. Estes mecanismos intercelulares de equilíbrio são chamados FATORES DE HOMEOSTASE, vamos então recordar seu conceito, segundo o Dorland’s Illustrate Medical Dictionary (2).

“HOMEOSTASE é o conjunto de mecanismos que asseguram a uniformidade e a estabilidade entre os órgãos e os fluidos, em seu ambiente interno”.

Em pessoas idosas a interação entre Fatores de Crescimento e Fatores de Homeostase pode não ser uniforme, portando está prejudicada.

Quando é insuficiente a participação do Fator de Crescimento resulta pouco desenvolvimento do tecido a ser reposto e mesmo atrofia. É o que acontece com a chamada “Atrofia Senil da Pele”, na qual é evidente a redução da camada espinhosa de Malpighi e, simultaneamente, ocorre a redução do tecido conjuntivo da derme.

Quando é insuficiente a participação de Fatores de Homeostase, resulta uma situação inversa: a reposição não contida leva ao crescimento excessivo de diferentes componentes da pele, surgem agora as HIPERPLASIAS CUTÂNEAS DA PESSOA IDOSA”.

Consagrados e atualizados livros de texto (3,4) não tem uma classificação das hiperplasias do idoso. Nesses textos as diferentes apresentações clínicas são discutidas de modo esparso, em diferentes capítulos. Para abordar o tema de um modo didático, nós as distribuímos por quatro grupos.

 

 

HIPERPLASIAS DO IDOSO

1 – Do Aparelho Pilo-Sebáceo

Do Acroinfundíbulo 

Queratoses Seborreicas

 

Elastose senil a Cistos e Comedões (typus Favre & Racouchaud)

 

Comedão Gigante

 

Da Glândula Sebácea 

Rinofima

 

Hiperplasia sebácea senil    

Do Pelo

 

Hipertricose periorificial

 

2 – Da Alça Capilar

Angioma Rubi Nódulos

Nódulos Angiomatosos em Naevus flammeus

Angioqueratoma Genital (typus Fordyce)

Lago Sangüíneo Labial e Genital                   

3 – Da Linhagem Melanocítica

Melanose Senil

Nevo Azul (crescimento) 

 

4 – Da Papila Dérmica

            Papilloma colli (Acrochordon)

 

REFERÊNCIAS

1 – Proença NG – Hiperplasias cutâneas da pessoa idosa. 82ª Jornada do “Projeto      ATUALIZE“, Campos do Jordão, 2019.

2 – Dorland’s Illustrated Medical Dictionary - 24ª Edição, Editora W B Saunders Company, 1965.

3 – Rook’s Textbook of Dermatology - 9ª Edição, Editora Wiley Blackwell, 2016.

 

4 – Dermatology - Bologna JL, Schaffer JV, Cerroni L - 4ª Edição, Editora Elsevier,  2018.

 

 

 

 

 



Palavras-chave: Hiperplasia Cutânea; Idoso; Skin Hyperplasia; Older Age.