ARQUIVOS TIPO ATLAS

ANETODERMIA

Anetoderma Syndrome Schweninger-Buzzi

ANETODERMA

Autor: Nelson Guimarães Proença

Inserida em: 01/02/2018


CASO 1 (44576)

Um homem de cor branca, 29 de idade, consulta por apresentar manchas em ambos os braços, com 3 meses de duração. A princípio esteve levemente rósea e sensível, mas atualmente é assintomática. Ao exame clínico foram observadas máculas levemente rosadas, variando de 1 cm até 6 cm de diâmetro. A epiderme é levemente atrofiada a pregueada.

Como o paciente esteve trabalhando no interior de país africano, foi feito detalhado estudo para possíveis doenças tropicais, todos os exames laboratoriais feitos nesse sentido foram negativos.

Histopatologia: “Epiderme bem conservada, camada basal bem constituída, pigmento melânico bem distribuído. Na derme papilar, e principalmente na derme reticular, vasodilatação sanguínea e linfática, com discreto infiltrado linfomononuclear, tendo de permeio alguns neutrófilos.em alguns pontos da parede vascular há pequenos focos de necrose fibrinoide. As alterações mais nítidas ocorrem no colágeno e no elástico. As fibras colágenas estão dissociadas por edema intersticial, gom alguns acúmulos de material amorfo, levemente basófuilo, com caracteres de mucina. Já as fibras colágenas, coradas pelo método de Verhoeff, mostram-se fragmentadas e reduzidas em número”.

O patologista preferiu dar um diagnóstico descritivo: “Dermatite neutrofílica difusa com vasculite, elastólise e elastorrexis”.







Comentários

Anetodermia é um processo degenerativo da derme, levando à fragmentação e desaparecimento dos feixes fibrilares elásticos aí existentes.  Este processo pode ser Primário ou Secundário. Clinicamente o que se nota é uma área de pele com aspecto cicatricial, atrófico, circular ou ovalada, mas que se torna elevada quando fazemos uma pressão lateral a ela.

Quem descreveu com propriedade as características clínicas da lesão foi o Professor Braulio Sáenz, de Cuba, no já distante ano de 1953:

“Ao nível das lesões a pele aparece saliente, abaulada, a epiderme finamente enrugada. Ao se palpar a sensação é de uma casca de uva, uma uva vazia. O abaulamento desaparece e o dedo penetra em uma depressão, em uma verdadeira cavidade hipodérmica. A suavidade desta lesão contrasta com a resistência que se sente ao tocar suas bordas” (1).

É isto, ao se palpar com a ponta do dedo tem-se a impressão de um orifício herniário. As fotografias que ilustram esta apresentação mostram claramente a manobra clínica que é preciso fazer, para provocar o ressalto da derme, acima do nível da epiderme.

 


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