ARQUIVOS TIPO ATLAS

ACAROFOBIA E ESCORIAÇÃO NEUROTICA

Acarophobia and Neurotic excoriation

ACAROPHOBIA et EXCORATIO NEUROTICA

Autor: Nelson Guimarães Proença

Inserida em: 14/05/2018


CASO 1 (39531)

Mulher com 67 anos, advogada. Há 5 meses dedetizou seu apartamento, “dos móveis saíram muitas larvas que estavam ocultas” (sic). Desde então “as larvas ocultas entram constantemente em seu corpo, sente que mordem seu nariz e seus olhos, o tronco e os membros”. Pede ao marido que dedetize sua pele. “Anda sempre prevenida, traz consigo o aparelho de dedetização”. A nosso pedido, fez uma demonstração de como procedem. Estava em tratamento psiquiátrico.











CASO 2 (24490) 

Esta mulher tem 55 anos de idade, desde os 53 anos tem lesões na face. Descreve como “pequenos caroços provocados por algum verme, é obrigada a espremer a lesão até que seja eliminado”. Resultam lesões ulceradas que deixam cicatrizes permanentes.





Comentários

A sensação de “bichinhos andando na pele” leva o paciente a se escoriar intensamente. Ao escoriar a pele e arrancar um pequeno fragmento da mesma, “acredita que retirou o parasita causador”. Tivemos pacientes que coletaram e trouxeram ao consultório um envelope cheio de fragmentos escamosos e crostosos, afirmando que eram os parasitas extraídos da pele.

O caso que abriu esta apresentação é de paciente seriamente transtornada, necessitando tratamento psiquiátrico. Fato importante: estava acompanhada do marido e este havia se tornado não só cúmplice da acarofobia, mas ator de uma encenação criminosa, pois em sua presença afirmava que “já havia recolhido milhares dos parasitas que havia matado com o inseticida”.  Quando foi conseguida uma vaga para internação em hospital de referência, o marido a impediu e a recolheu, ao domicílio.


Palavras-chave: Acarofobia; Escoriação neurótica; Acarophobia; Neurotic excoriation; Excoratio neurótica.